País
Sondagem Católica. Maioria dos portugueses avalia a RTP de forma positiva e é contra a privatização
Uma sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e jornal Público mostra que a maioria dos portugueses faz uma avaliação positiva do desempenho da RTP e defende que é muito importante manter um serviço público de Rádio e Televisão.
De um modo geral, 51% dos inquiridos avalia como “bom” ou “muito bom” o desempenho da RTP enquanto serviço público de televisão e rádio e apenas 15% avalia como “mau” ou “muito mau”.

A avaliação é maioritariamente positiva entre os votantes de todos os partidos, com exceção do Chega. Trinta e três por cento dos inquiridos que votaram no partido de André Ventura nas legislativas do ano passado avaliam o desempenho da RTP como “mau” ou “muito mau” e 34% não consideram “nem mau nem bom”. Apenas 24% consideram-no “bom” e 4% “muito bom”.
Questionados se a RTP cumpre adequadamente a sua missão de serviço público, nomeadamente na informação, cultura, educação e cobertura do território nacional, 34% respondeu “sim, em grande medida” e 32% respondeu “parcialmente”. Entre os votantes do Chega, 30% consideram que a RTP não cumpre a sua missão ou cumpre apenas numa pequena parte e 32% julgam que cumpre parcialmente.
Em relação à questão da privatização, 54% dos portugueses inquiridos na sondagem consideram “muito importante” manter um serviço público de Rádio e Televisão e defendem que a RTP deve manter-se totalmente pública.

As opiniões dividem-se consoante os votos dos eleitores nas legislativas de 2025. Os inquiridos que votaram na Iniciativa Liberal, que defende a privatização da RTP, foram os que votaram de forma mais expressiva a favor da privatização. Vinte e quatro por cento consideram “pouco” ou “nada importante” que o país mantenha um serviço público de Rádio e Televisão, enquanto 72% votaram em “importante” e “muito importante”.
Dos inquiridos que votaram no PS, 89% consideram “muito importante” manter um serviço público de Rádio e Televisão e apenas 8% consideram “nada” ou “pouco importante”.
Entre os inquiridos da AD, 51% votaram em “muito importante” e 21% em “pouco” ou “nada importante”.
A maioria (53%) considera ainda que o melhor futuro para a RTP, tendo em conta os interesses do país, é ser totalmente pública e 22% defendem uma gestão maioritariamente pública, com alguma gestão privada. Apenas 12% acreditam que a Rádio e Televisão Portuguesa deve ser totalmente privatizada e 9% votam na privatização de alguns canais.

Os eleitores do Chega são os que mais apoiam uma privatização total (25%), seguindo-se os da Iniciativa Liberal (16%).
Por sua vez, 88% dos inquiridos socialistas são a favor de uma RTP totalmente ou maioritariamente pública e apenas 5% defendem a privatização total. Entre os inquiridos que votaram na AD nas legislativas do ano passado, 74% defendem que a RTP deve ser totalmente ou maioritariamente pública e 13% e 11% são a favor da privatização total ou apenas de alguns canais, respetivamente.
Mais de metade dos inquiridos defende também que uma RTP pública é melhor para uma gestão eficiente, maior diversidade e inovação de conteúdos, para a qualidade do serviço público e independência editorial.
Ficha técnica
A avaliação é maioritariamente positiva entre os votantes de todos os partidos, com exceção do Chega. Trinta e três por cento dos inquiridos que votaram no partido de André Ventura nas legislativas do ano passado avaliam o desempenho da RTP como “mau” ou “muito mau” e 34% não consideram “nem mau nem bom”. Apenas 24% consideram-no “bom” e 4% “muito bom”.
Questionados se a RTP cumpre adequadamente a sua missão de serviço público, nomeadamente na informação, cultura, educação e cobertura do território nacional, 34% respondeu “sim, em grande medida” e 32% respondeu “parcialmente”. Entre os votantes do Chega, 30% consideram que a RTP não cumpre a sua missão ou cumpre apenas numa pequena parte e 32% julgam que cumpre parcialmente.
Em relação à questão da privatização, 54% dos portugueses inquiridos na sondagem consideram “muito importante” manter um serviço público de Rádio e Televisão e defendem que a RTP deve manter-se totalmente pública.
As opiniões dividem-se consoante os votos dos eleitores nas legislativas de 2025. Os inquiridos que votaram na Iniciativa Liberal, que defende a privatização da RTP, foram os que votaram de forma mais expressiva a favor da privatização. Vinte e quatro por cento consideram “pouco” ou “nada importante” que o país mantenha um serviço público de Rádio e Televisão, enquanto 72% votaram em “importante” e “muito importante”.
Dos inquiridos que votaram no PS, 89% consideram “muito importante” manter um serviço público de Rádio e Televisão e apenas 8% consideram “nada” ou “pouco importante”.
Entre os inquiridos da AD, 51% votaram em “muito importante” e 21% em “pouco” ou “nada importante”.
A maioria (53%) considera ainda que o melhor futuro para a RTP, tendo em conta os interesses do país, é ser totalmente pública e 22% defendem uma gestão maioritariamente pública, com alguma gestão privada. Apenas 12% acreditam que a Rádio e Televisão Portuguesa deve ser totalmente privatizada e 9% votam na privatização de alguns canais.
Os eleitores do Chega são os que mais apoiam uma privatização total (25%), seguindo-se os da Iniciativa Liberal (16%).
Por sua vez, 88% dos inquiridos socialistas são a favor de uma RTP totalmente ou maioritariamente pública e apenas 5% defendem a privatização total. Entre os inquiridos que votaram na AD nas legislativas do ano passado, 74% defendem que a RTP deve ser totalmente ou maioritariamente pública e 13% e 11% são a favor da privatização total ou apenas de alguns canais, respetivamente.
Mais de metade dos inquiridos defende também que uma RTP pública é melhor para uma gestão eficiente, maior diversidade e inovação de conteúdos, para a qualidade do serviço público e independência editorial.
No entanto, os inquiridos que votaram na AD, na Iniciativa Liberal e no Chega nas últimas legislativas defendem que uma RTP privada seria melhor para uma gestão mais eficiente.
Ficha técnica
Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 6 e 10 de julho de 2026. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 996 inquéritos válidos, sendo 43% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 19% do Centro, 36% da A.M. de Lisboa, 6% do Alentejo, 5% do Algarve, 1% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários, região e comportamento de voto com base nos dados do recenseamento eleitoral e das últimas eleições legislativas. A taxa de resposta foi de 34%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 996 inquiridos é de 3,1%, com um nível de confiança de 95%.
*Foram contactadas 2968 pessoas. De entre estas, 996 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.